40.000 unidades do 'Minha Casa, Minha Vida' no Recreio, Barra e Vargens gera revolta no 31º CCS
- Gabriel Salotti
- 23 de out. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: 29 de abr. de 2021
Assuntos como movimentação no Posto 12, patrulhamento de policiais em bicicleta e câmeras de segurança também foram debatidos
Na manhã desta terça (23), o 31º Conselho Comunitário de Segurança e a recém-criada Associação de Moradores e Comerciantes de Vargem Pequena organizaram uma reunião para debater sobre a segurança pública das Vargens, Barra da Tijuca, Itanhangá, Joá, Recreio dos Bandeirantes e Grumari. A reunião aconteceu no Espaço Lajedo e teve a participação de diversos membros do poder público.

Estiveram presentes policiais militares, civis, delegados, representantes de secretarias municipais, dentre outros. O evento teve início às 8h, com café da manhã para os presentes. Por volta das 9h30, a reunião começou no auditório.
O novo comandante do 31º Batalhão da Polícia Militar, Luis Carlos Segala, começou respondendo a perguntas. Ele afirmou que o processo de formulação da 4ª companhia do 31º BPM, em Vargem Pequena, está em andamento e que houve um aumento na patrulha de policiais em bicicletas em Vargem Grande por conta de uma "mancha criminal", ou seja, aumento de delitos em determinado local.

Quando questionado sobre se as 43 câmeras de segurança do Barra Bonita possuem alguma ligação com o centro de operações da polícia, o tenente e coronel respondeu que há dois anos, esse setor foi refeito. Alguns lugares, como Niterói, já estão mais avançados no processo de reintegrar as câmeras com a polícia; a própria Barra já integrou algumas, mas não houve uma solicitação por parte dos síndicos do condomínio para isso.
O Posto 12 também foi alvo de debates: moradores denunciaram eventos irregulares no local, que já é um ponto de venda de drogas conhecido no bairro. Segala afirmou que já está sendo feito um levantamento do lugar e que é necessário planejamento antes de qualquer ação. Além disso, o batalhão, segundo ele, fica extremamente ocupado em fim de semana de eleições.

Depois, a pergunta foi sobre o programa "Minha Casa, Minha Vida", que pretende construir 40.000 unidades nessa área da Zona Oeste. Esse foi um dos pontos mais questionados pelos moradores presentes: mais de um afirmou que não quer que os bairros "virem uma nova Cidade de Deus". Eles continuaram argumentando que a insegurança aumentaria e que essa parte da cidade, atualmente, já não possui uma rede de esgoto de qualidade - esse cenário tenderia a ficar mais insustentável com outras casas.
Flávio Caland, superintendente da Barra da Tijuca, afirmou que essa questão deveria ser debatida com o secretário de habitação, que não estava presente. Esse foi o momento mais acalorado da reunião, em que pessoas se revoltaram por quererem uma reposta naquele momento. Simone Kopezynski, presidente do 31º CCS, propôs uma comissão específica para o assunto.

A reunião terminou com uma apresentação de slides que mostrou mapas com informações sobre o meio ambiente nessa parte da Zona Oeste, riscos de inundação, áreas de grandes proprietários, parques de preservação e ocupações irregulares. Os pontos de Vargem Grande que mais têm sofrido com esse último aspecto são os morros do Urubu e do Portelo.
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